guilty…

Posted in from the heart... on April 29, 2016 by gilrang

al bowllynascido em Lourenço Marques, Moçambique, em 1898, albert allickalbowlly ficou famoso como cantor de jazz, primeiro em londres, nos anos ´30, e, mais tarde, nos estados unidos. gravou mais de mil canções e sua fama na inglaterra o levou para a américa. por problemas pessoais, inclusive com a sua voz, decidiu voltar para a inglaterra, onde morreu sem conhecer o sucesso de antes.

uma de suas canções de sucesso foi guilty, música de richard a. whiting e harry akst, enquanto a bela letra se deve a gustav g. kahn. aqui está ela, gravada por bowlly em 1931.

 

 

guilty

is it a sin, is it a crime
loving you, dear, like I do?
if it’s a crime, then i’m guilty,
guilty of loving you…

maybe I’m wrong
dreaming of you,
dreaming the lonely night through…
if it’s a crime, then i’m guilty,
guilty of dreaming of you…

what can i do,
what can i say
after i’ve taken the blame?
you say you’re through,
you’ll go your way,
but i’ll always feel just the same…

maybe i’m right,
maybe i’m wrong
loving you, dear, like i do
if it’s a crime, then i’m guilty,
guilty of loving you…

there will never be…

Posted in chet baker, from the heart... on June 13, 2011 by gilrang

nos anos 50, chet baker, até então somente um conhecido pistonista de oklahoma, começou cantar nas suas gravações e logo se viu entre os melhores cantores dos estados unidos. dessa época é a gravação original de there will never be another you, uma canção de harry warren & mack gordon, também gravada por nat king cole, ella fitzgerald,  chris montez e outros. aqui, a interpretação na voz inconfundível de baker.

there will never be another you

there will be many other nights like this,
and i’ll be standing here with someone new,
there will be other songs to sing,
another fall…another spring…
but there will never be another you…

there will be other lips that i may kiss,
but they won’t thrill me
like yours used to do…
yes, i may dream a million dreams,
but how can they come true
if there will never, ever be another you?

(harry warren & mack gordon)

brubeck…

Posted in from the heart... with tags , on January 11, 2011 by gilrang

quem aprecia o jazz certamente o faz por causa de músicos como david warren brubeck. nascido em 6 de dezembro de 1920, ele comemorou seu 90. aniversário há pouco mais de um mes, após uma cirurgia para implantar um marca-passo. seu coração lhe pregou a primeira peça em 1983, quando ele estava em ann arbor, MI, para um recital. atendido no hospital da universidade de michigan, na semana seguinte deu uma declaração em que, por agradecimento ao tratamento que lhe foi dado, iria àquela cidade anualmente para dar um concerto aberto ao público, sem cobrar, pelo tempo que tivesse saúde para tal. e cumpriu a promessa por vários anos seguidos.

em 2009, seu aniversário de 89 anos foi comemorado em grande estilo, pois foi alvo de uma homenagem realizada no teatro de the john f. kennedy center for the performing arts, na casa branca, em uma apresentação transmitida para todo o país. uma parte dela é mostrada a seguir. na platéia, muita gente conhecida – artistas, políticos, etc.. no palco, o dave brubeck all star quintet abre a cena, seguindo-se a adição dos jazz ambassadors of the US army field band e, ao final, o quarteto formado pelos filhos de brubeck (notar que, quando o o apresentador anuncia “ladies and gentlemen, the four sons of dave brubeck”, uma tomada em close de brubeck mostra seus lábios pronunciando uma frase: “son of a bitch!”).

ouçam e tentem evitar o balanço em que se deixam levar as cabeças da audiência, obama & michelle compris

macunaíma…

Posted in politics on September 8, 2010 by gilrang

aqui, mais um artigo pelo bem do país…. agora, é dora kramer quem aponta o túnel no fim da luz….

macunaíma
Só porque é popular uma pessoa pode escarnecer de todos, ignorar a lei, zombar da Justiça, enaltecer notórios malfeitores, afagar violentos ditadores, tomar para si a realização alheia, mentir e nunca dar um passo que não seja em proveito próprio?
Depende. Um artista não poderia, sequer ousaria fazer isso, pois a condenação da sociedade seria o começo do seu fim. Um político tampouco ousaria abrir tanto a guarda.
A menos que tivesse respaldo. Que só revelasse sua verdadeira face lentamente e ao mesmo tempo cooptasse os que poderiam repreendê-lo, tornando-os dependentes de seus projetos dos quais aos poucos se alijariam os críticos, por intimidação ou desistência.

A base de tudo seria a condescendência dos setores pensantes e falantes, consolidada por longo tempo.

Para compor a cena, oponentes tíbios, erráticos, excessivamente confiantes, covardes diante do adversário atrevido, eivados por ambições pessoais e sem direito a contar com aquele consenso benevolente que é de uso exclusivo dos representantes dos fracos, oprimidos e ignorantes.

O ambiente em que o presidente Luiz Inácio da Silva criou o personagem sem freios que faz o que bem entende e a quem tudo é permitido – abusar do poder, usar indevidamente a máquina pública, insultar, desmoralizar _ sem que ninguém se disponha ou consiga lhe pôr um paradeiro – não foi criado da noite para o dia.

Não é fruto de ato discricionário, não nasceu por geração espontânea nem se desenvolveu apenas por obra da fragilidade da oposição. É produto de uma criação coletiva.

Da tolerância de informados e bem formados que puseram atributos e instrumentos à disposição do deslumbramento, da bajulação e da opção pela indulgência. Gente que tem pudor de tudo, até de exigir que o presidente da República fale direito o idioma do País, mas não parece se importar de lidar com gente que não tem escrúpulo de nada.

Da esperteza dos arautos do atraso e dos trapaceiros da política que viram nessa aliança uma janela de oportunidade. A salvação que os tiraria do aperto no momento em que já estavam caminhando para o ostracismo. Foram todos ressuscitados e por isso são gratos.

Da ambição dos que vendem suas convicções (quando as têm) em troca de verbas do Estado, sejam sindicalistas, artistas, prefeitos ou vereadores.

Da covardia dos que se calam com medo das patrulhas.

Do despeito dos ressentidos.

Do complexo de culpa dos mal resolvidos.

Da torpeza dos oportunistas.

Da pusilanimidade dos neutros.

Da superioridade estudada dos cínicos.

Da falsa isenção dos preguiçosos.

Da preguiça dos irresponsáveis.

Lula não teria ido tão longe com a construção desse personagem que hoje assombra e indigna muitos dos que lhe faziam a corte, não fosse a permissividade geral.

Nada parece capaz de lhe impor limites. Se conseguir eleger a sucessora, vai distorcer a realidade e atuar como se presidente fosse. Se não conseguir, não deixará o próximo governo governar.

Agora, é sempre bom lembrar que só fará isso se o País deixar que faça, como deixou que se tornasse esse ser que extrapola.

Recibo. O presidente Lula resolveu reagir e há três dias rebate a oposição no caso das quebra dos sigilos fiscais para negar a existência de propósitos político-eleitorais.

Ocorre que faz isso usando exclusivamente argumentos político-eleitorais. Em nenhum momento até agora o presidente se mostrou preocupado com o fato de sabe-se lá quantas pessoas terem tido seus sigilos violados e seus dados cadastrais abertos por funcionários da Receita sabe-se lá por quê.

O presidente tampouco pareceu sensibilizado com a informação do ministro da Fazenda de que os vazamentos ocorrem a mancheias.

Esses cidadãos não receberam do presidente Lula uma palavra de alento ou garantia de que seus direitos constitucionais serão preservados.

Lula só responde a Serra, só trata do assunto na dimensão eleitoral e assim confirma que o caso é de polícia, mas também é de política.

(Dora Kramer, O Estado de São Paulo, 08/set/2010)

eleição se ganha no dia…

Posted in from the heart..., politics on September 6, 2010 by gilrang

creio que aqueles poucos leitores que aqui vêm irão se surpreender com o texto abaixo, publicado no jornal “O Estado de São Paulo”, no último domingo, dia 5 de setembro de 2010, intitulado democracia virtual, de autoria do sr. fernando henrique cardoso. peço, entretanto, que não devem temer. na verdade, o primeiro motivo deste blog foi ser a forma eletrônica da minha insatisfação com os rumos que o país havia tomado, num tempo em que a administração pública federal havia sido tomada por uma horda de malfeitores, pelos quais se previa que o brasil chegaria onde, de fato, chegou. as mentiras, os crimes perpetrados contra o patrimônio público, as desavenças internas pelo butim recém conquistado, a voracidade justificada como transitoriedade no poder, as vergonhas a que a nação teve que engolir, tudo devidamente aceito como uma novidade excêntrica (novidade esta que, absolutamente, não existia), não apenas por aqueles que eram agraciados com as benesses do palhaço-mor, mas também por aqueles a quem competia exercer uma oposição a altura. este povo, esta raça, não tem limites e, para eles, qualquer meio é válido para que se possam se manter onde estão.

não pensem, amigos, que concordo com tudo o que o sr. fernando henrique cardoso pensa e diz. mas admiro a forma com que ela expõe seus pensamentos e o seu respeito pela inteligência dos seus ouvintes e leitores. mesmo discordando de alguns de seus argumentos, não posso, de maneira alguma, descartá-los por não fazerem sentido. ele nos deixou um legado inestimável de respeito aos direitos dos cidadãos, principalmente daquele que o sucedeu e que, hoje, dispensa a ele, e a todos os brasileiros que têm algum brio e algum estudo, o mesmo tratamento que se dispensaria a um cão raivoso – especialmente quando trata um candidato da oposição de “bicho”.

bom, mas o texto do sr. cardoso é bem melhor que o meu, pela lucidez e concisão, pelo alerta que nos dá (um tanto tarde, talvez, pois isto já era do conhecimento de todos nos idos de 2002). são textos assim que dignificam o nosso português, mitigam as dores das nossas almas aflitas e nos faz ver que existe sim, uma saída. eleição se ganha no dia…

Democracia Virtual
Vivemos uma fase de democracia virtual. Não no sentido da utilização dos meios eletrônicos e da web como sucedâneos dos processos diretos, mas no sentido que atribui à palavra “virtual” o dicionário do Aurélio: algo que existe como faculdade, porém sem exercício ou efeito atual. Faz tempo que eu insisto: o edifício da democracia, e mesmo o de muitas instituições econômicas e sociais, está feito no Brasil. A arquitetura é bela, mas quando alguém bate à porta a monumentalidade das formas institucionais se desfaz num eco que indica estar a casa vazia por dentro.

Ainda agora a devassa da privacidade fiscal de tucanos e de outras pessoas mais mostra a vacuidade das leis diante da prática cotidiana. Com a maior desfaçatez do mundo, altos funcionários, tentando elidir a questão política – como se estivessem tratando com um povo de parvos -, proclamam que “não foi nada, não; apenas um balcão de venda de dados…” E fica o dito pelo não dito, com a mídia denunciando, os interessados protestando e buscando socorro no Judiciário, até que o tempo passe e nada aconteça.

Não tem sido assim com tudo mais? O que aconteceu com o “dossiê” contra mim e minha mulher feito na Casa Civil da Presidência da República, misturando dados para fazer crer que também nós nos fartávamos em usar recursos públicos para fins privados? E os gastos da atual Presidência não se transformaram em “secretos” em nome da segurança nacional? E o que aconteceu de prático? Nada. Estamos todos felizes no embalo de uma sensação de bonança que deriva de uma boa conjuntura econômica e da solidez das reformas do governo anterior.

No momento do exercício máximo da soberania popular, o desrespeito ocorre sob a batuta presidencial. Nas democracias é lógico e saudável que os presidentes e altos dirigentes eleitos tomem partido e se manifestem em eleições. Mas é escandalosa a reiteração diária de posturas político-partidárias, dando ao povo a impressão de que o chefe da Nação é chefe de uma facção em guerra para arrasar as outras correntes políticas. Há um abismo entre o legítimo apoio aos partidários e o abuso da utilização do prestígio do presidente, que, além de pessoal, é também institucional, na pugna política diária. Chama a atenção que nenhum procurador da República – nem mesmo candidatos ou partidos – haja pedido o cancelamento das candidaturas beneficiadas, se não para obtê-lo, ao menos para refrear o abuso. Por que não se faz? Porque pouco a pouco nos estamos acostumando a que é assim mesmo.

Na marcha em que vamos, na hipótese de vitória governista – que ainda dá para evitar – incorremos no risco futuro de vivermos uma simulação política ao estilo do Partido Revolucionário Institucional (PRI) mexicano – se o PT conseguir a proeza de ser “hegemônico” – ou do peronismo, se, mais do que a força de um partido, preponderar a figura do líder. Dadas as características da cultura política brasileira, de leniência com a transgressão e criatividade para simular, o jogo pluripartidário pode ser mantido na aparência, enquanto na essência se venha a ter um partido para valer e outro(s) para sempre se opor, como durante o autoritarismo militar.

Pior ainda, com a massificação da propaganda oficial e o caudilhismo renascente, poderá até haver a anuência do povo e a cumplicidade das elites para com essa forma de democracia quase plebiscitária. Aceitação pelas massas na medida em que se beneficiem das políticas econômico-sociais, e das elites porque estas sabem que nesse tipo de regime o que vale mesmo é uma boa ligação com quem manda. O “dirigismo à brasileira”, mesmo na economia, não é tão mau assim para os amigos do rei ou da rainha.

É isto que está em jogo nas eleições de outubro: que forma de democracia teremos, oca por dentro ou plena de conteúdo. Tudo o mais pesará menos. Pode ter havido erros de marketing nas campanhas oposicionistas, assim como é certo que a oposição se opôs menos do que devia à usurpação de seus próprios feitos pelos atuais ocupantes do poder. Esperneou menos diante dos pequenos assassinatos das instituições que vêm sendo perpetrados há muito tempo, como no caso das quebras reiteradas de sigilo. Ainda assim, é preciso tentar impedir que os recursos financeiros, políticos e simbólicos reunidos no Grupão do Poder em formação tenham força para destruir não apenas candidaturas, mas um estilo de atuação política que repudia o personalismo como fundamento da legitimidade do poder e tem a convicção de que a democracia é o governo das leis, e não das pessoas.

Estamos no século 21, mas há valores e práticas propostos no século 18 que se foram transformando em prática política e que devem ser resguardados, embora se mostrem insuficientes para motivar as pessoas. É preciso aumentar a inclusão e ampliar a participação. É positivo se valer de meios eletrônicos para tomar decisões e validar caminhos. É inaceitável, porém, a absorção de tudo isso pela “vontade geral” encapsulada na figura do líder. Isso é qualquer coisa, menos democracia. Se o fosse, não haveria por que criticar Mussolini em seus tempos de glória, ou o Getúlio do Estado Novo (que, diga-se, não exerceu propriamente o personalismo como fator de dominação), e assim por diante. É disso que se trata no Brasil de hoje: estamos decidindo se queremos correr o risco de um retrocesso democrático em nome do personalismo paternal (e, amanhã, quem sabe, maternal). Por mais restrições que alguém possa ter ao encaminhamento das campanhas ou mesmo as características pessoais de um ou outro candidato, uma coisa é certa: o governismo tal como está posto representa um passo atrás no caminho da institucionalização democrática. Há tempo ainda para derrotá-lo. Eleição se ganha no dia.

(5/set/2010, Fernando Henrique Cardoso)

2015…

Posted in from the heart... on August 25, 2010 by gilrang

ChinaBanner

2015? 2015 foi o ano em que eu pensei que tu havias te escondido em hong-kong para sempre. tu sumiste e não mais me respondeste os e-mails. o meu computador de pulso perdeu a sua carga de bateria várias vezes (e olha que, naquela época, elas já duravam uma semana!) a esperar por notícias tuas. e pensar que, ao publicar o teu primeiro livro tu me havias convidado para o lançamento! mas eu não pude ir. meu médico havia me proibido de viajar por causa das minhas dores nas costas. sabe como é… a idade chega e as recomendações médicas aumentam na mesma proporção. no entanto, mesmo sem comparecer, imaginei ouvir tuas palavras de agradecimento aos presentes. imaginei, como sempre, o teu olhar arguto a prescutar o ambiente, a determinar teus passos dali em diante.

nunca entendi bem este teu abandono, esta ausência que pensavas merecer. a nada te apegavas, ou, ao mínimo sinal de que o perigo da capitulação andava próximo, sacavas a tua ausência. não, não era desprezo, bem sei. era o teu medo de te vires cercada. nunca entendi, porém posso compreender os motivos. era a tua liberdade que vias ameaçada. mas eu jamais pensei em ameaçá-la. eu apenas queria a mesma atenção que me deste quando me conheceste.

2015? mal sabia eu que morreria três anos depois do teu súbito desaparecimento. mas foi bom pensar, durante este tempo, que eu poderia te rever a qualquer momento. isto me motivou por dois longos anos. no terceiro ano, já sem muitas esperanças de te encontrar quando fizesses os teus quarenta anos – ah! como serias aos quarenta anos? – meus dedos se enrijeceram aos poucos. havia deixado de lado o computador de pulso e passei a usar uma antiga caneta sobre o velho papel, pois, se era difícil que tu me respondesses os e-mails, mais difícil ainda seria eu usar o pequeno teclado. comecei a escrever tudo o que eu pensava ali mesmo, no papel. talvez, um dia, tu o encontres perdido numa gaveta e possas ler nele os pensamentos que eu tive até então. entre o papel e eu, eles fluíam vagarosamente, tão vagarosamente que se espalhavam pelo ar do meu quarto. a morte me levou antes de te reencontrar, mas os meus pensamentos ficaram por lá, a aguardar que os teus olhos os leiam ou, quem sabe, a penetrar nos teus pulmões ao aspirar o ar daquele quarto. ou, se de tudo tu não apareceres mais, talvez que os olhos e os pulmões de uma outra pessoa possam deles fazer melhor uso.

ps: tu te lembras de 1993? tom ainda era vivo.

sem você,
sem amor,
é tudo sofrimento,
pois você é o amor
que eu sempre procurei em vão,
você é o que resiste
ao desespero e à solidão,
nada existe e o tempo é triste
sem você…

meu amor, meu amor,
nunca te ausentes de mim,
para que eu viva em paz,
para que eu não sofra mais,
tanta mágoa assim, no mundo
sem você…

(Tom Jobim & Vinicius de Moraes)

if i didn’t care…

Posted in from the heart..., jack lawrence on August 22, 2010 by gilrang

if i didn’t care é uma deliciosa canção de jack lawrence, gravada pela primeira vez pelo conjunto the inkspots. em 2007, amy adams e lee pace a interpretam com muita emoção no filme miss pettigrew lives for a day.

if i didn’t care…
if i didn’t care,
more than words can say,
if i didn’t care
would i feel that way?
if this isn’t love
then why do i thrill?
and what makes my head
go round and round
while my heart stands still?

if i didn’t care,
would it be the same?
would my every prayer
begin and end
with just your name?
and would i be sure
that this is love
beyond compare?
would all this be true
if i didn’t care
for you?…

(Jack Lawrence)