Archive for September, 2007

i´m through with love…

Posted in from the heart... on September 23, 2007 by gilrang

gravada originalmente em 1931 por bing crosby, esta é uma das músicas mais apreciadas no filme de woody allen everyone says i love you. aqui, ela é cantada por goldie hawn

i’m thru with love,
i’ll never fall again…
said adieu to love,
don’t ever call again,
for i must have you, or no one,
and so i’m thru with love…

i’ve locked my heart,
i´ll keep my feelings there,
i have stocked my heart
with icy frigid air,
and i mean to care for no one,
because i’m thru with love…

why did you lead me
to think you could care,
you didn’t need me
for you had your share
of fools around you
to hound you and swear
with deep emotion,
devotion to you…

good-bye to spring
and all it meant to me,
it can never bring
the things that used to be
for i must have you, or no one
and so i’m thru with love…

(Matt Malneck, Fud Livingstone & Gus Kahn)

ti voglio tanto bene…

Posted in from the heart... on September 16, 2007 by gilrang

senza parole… 

non una stella
brilla in mezzo al cielo
la stella mia sei tu
sul mio cammino
tu m’accompagni
e segui il mio destino
tu sei la vita e la felicità.

dimmi
che l’amor tuo non muore
è come il sole d’oro
non muore mai più
dimmi
che non mi sai ingannare
il sogno mio d’amore
per sempre sei tu.

cara
ti voglio tanto bene
non ho nessuno al mondo
più cara di te
t’amo
sei tu il mio grande amore
la vita del mio cuore
sei solo tu.

(Furnò, Di Curtis)

quem ama inventa…

Posted in from the heart..., mario quintana, poetry on September 16, 2007 by gilrang

quem ama inventa as coisas a que ama…
talvez chegaste quando eu te sonhava.
então, de súbito, acendeu-se a chama!
era a brasa dormida que acordava…
e era um revôo sobre a ruinaria,
no ar atônito bimbalhavam sinos,
tangidos por anjos peregrinos
cujo dom é fazer ressureições…
um ritmo divino? oh! simplesmente
o palpitar de nossos corações
batendo juntos e festivamente,
ou sozinhos, num ritmo tristonho…
ó! meu pobre, meu grande amor distante,
nem sabes tu o bem que faz a gente
haver sonhado… e ter vivido o sonho!

(Mário Quintana)

espero, a cada minuto…

Posted in from the heart..., poetry on September 12, 2007 by gilrang

espero, a cada minuto da minha vida,
ouvir um teu sonho completo,
onde eu esteja a dizer-te
os meus mais secretos desejos,
e depois te desmanchar
cobrindo-te com os meus beijos.

espero, cada vez que te encontro,
ser este o eterno encontro da minha existência,
em que eu passaria os meus dias
a espreitar-te, tão somente,
a declamar-te os poemas
escritos contigo ausente.

espero, ah, e como eu espero!
espero poder, um dia, não te deixar partir.
assim, seriam as horas,
horas que hoje passo sem ti
e as horas de alegria,
como as que eu hoje mesmo eu vivi.

mas logo vem a tristeza
que é, enfim, te ver sair.
eu volto ao meu sonho, calado,
envolto na poesia.
talvez eu te faça uma trova
em mais uma noite vazia.

aquilo que em mim é um vazio pranto…

Posted in from the heart..., poetry on September 12, 2007 by gilrang

aquilo que em mim é um vazio pranto
à minh’alma desconsola e aflige.
o que somos, senão um fútil desencanto,
o inútil sonho que a vida nos exige?

soneto da quarta-feira de cinzas…

Posted in from the heart..., poetry, vinicius de moraes on September 12, 2007 by gilrang

muitas vezes, não é preciso deixar o carnaval passar para que nos deparemos com uma quarta-feira de cinzas…

por seres quem me foste, grave e pura,
em tão doce surpresa conquistada;
por seres uma branca criatura,
de uma brancura de manhã raiada;

por seres de uma rasa formosura,
malgrado a vida dura e atormentada;
por seres mais que a simples aventura
e menos que a constante namorada;

porque te vi nascer de mim sozinha,
como a noturna flor desabrochada,
a uma fala de amor, talvez perjura;

por não te possuir, tendo-te minha;
por só quereres tudo, e eu dar-te nada,
hei de lembrar-te sempre com ternura.

(Vinícius de Moraes)

canção do amanhecer…

Posted in edu lobo, poetry, vinicius de moraes on September 12, 2007 by gilrang

ouve,
fecha os olhos, meu amor,
é noite ainda,
que silêncio!…

e nós dois
na tristeza de depois
a contemplar
o grande céu do adeus…

ah! não existe paz
quando o adeus existe
e é tão triste o nosso amor,
ah! vem comigo
em silêncio…

vem olhar
essa noite amanhecer
e iluminar
os nossos passos tão sozinhos,
todos os caminhos,
todos os carinhos!

vem raiando a madrugada!
música no céu!…

(Edu Lobo / Vinícius de Moraes)