Archive for April, 2008

all the things you are…

Posted in artie shaw, from the heart..., poetry on April 21, 2008 by gilrang

time and again i’ve longed for adventure,
something to make my heart beat the faster.
what did i long for? i never really knew.
finding your love i’ve found my adventure,
touching your hand, my heart beats the faster,
all that i want in all of this world is you.

you are the promised kiss of springtime
that makes the lonely winter seem long.
you are the breathless hush of evening
that trembles on the brink of a lovely song.

you are the angel glow that lights a star,
the dearest things i know are what you are.
some day my happy arms will hold you
and some day i’ll know that moment divine,
when all the things you are, are mine!

(Artie Shaw)

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à la claire fontaine…

Posted in from the heart... on April 15, 2008 by gilrang

à la claire fontaine é uma canção infantil de extrema beleza. acredito que voces irão apreciar…


(cenas finais do filme the painted veil, baseado em uma novela de w. somerset maughan)

à la claire fontaine,
m’en allant promener,
j’ai trouvé l’eau si belle
que je m’y suis baigné…

il-y-a longtemps que je t’aime,
jamais je ne t’oublierai…

sous les feuilles d’un chêne,
je me suis fait sécher,
sur la plus haute branche,
un rossignol chantait…

il-y-a longtemps que je t’aime,
jamais je ne t’oublierai…

chante rossignol, chante,
toi qui as le cœur gai,
tu as le cœur à rire,
moi je l’ai à pleurer…

il-y-a longtemps que je t’aime,
jamais je ne t’oublierai…

j’ai perdu mon amie,
sans l’avoir mérité,
pour un bouquet de roses
que je lui refusais…

il-y-a longtemps que je t’aime,
jamais je ne t’oublierai…

je voudrais que la rose
fût encore au rosier
et que ma douce amie
fût encore à m’aimer…

il-y-a longtemps que je t’aime,
jamais je ne t’oublierai…

literatura…

Posted in from the heart... with tags on April 6, 2008 by gilrang

recebi do jorge alberto a incumbência de citar cinco de meus autores preferidos e indicar cinco blogs para que seus proprietários também o façam. para aqueles que já se habituaram a esse tipo de homenagem-tarefa, é fácil identificar o même. em virtude de uma aguda falta de tempo (tenho que tentar escrever nos fins de semana), farei o seguinte, jorge: a cada fim de semana eu cobrirei um autor. não ficou claro, no même se os autores seriam nacionais (pelo menos, a informação não foi por mim percebida). admito que sim. portanto, começo hoje com lima barreto.

afonso henriques lima barreto nasceu na cidade de são sebastião do rio de janeiro (ssrj), em 13 de maio do ano de 1881, exatamente sete anos antes da lei áurea. filho de pai nascido escravo e mãe filha de escravos, lima barreto era um mulato que sempre foi discriminado por sua origem. fez seus estudos no colégio pedro II. em 1897, entrou para o curso de engenhaira na escola politécnica, ainda no rio. em 1902, foi obrigado a abandonar o curso por circunstâncias familiares (o pai enlouquecera). empregou-se no ministério da guerra para ajudar no sustento dos irmãos. desde então, entregou-se ao álcool como uma fuga ao tratamento que lhe dispensava a sociedade. começou suas colaborações à imprensa em 1902, mas somente em 1905 conseguiu algo mais importante, escrevendo n´O Correio da Manhã.

suas principais obras são:
romances
. recordações do escrivão isaías caminha (1909);
. o triste fim de policarpo quaresma (1915);
. numa e a ninfa (1915);
. vida e morte de m. j. gonzaga de sá (1919);
. clara dos anjos (1948).

sátiras
. os bruzundangas (1923);
. coisas do reino do jambom (1953).

contos
. histórias e sonhos (1920);
. outras histórias e contos argelinos (1952).

artigos e crônicas
. bagatelas (1923);
. feiras e mafuás (1953);
. marginália (1953;
. vida urbana (1953).

outros
. diário íntimo (memória) (1953);
. o cemitério dos vivos (memória) (1953);
. impressões de leitura (crítica) (1956);
. correspondência ativa e passiva (1956).

foi um crítico ferino da sociedade da época. suas obras retratam os costumes do rio do início do século xx. entre elas, o triste fim de policarpo quaresma figura em lugar de destaque na literatura brasileira.

a seguir, um trecho do conto o homem que sabia javanês.

….
o diretor chamou os chefes de seção: \”vejam só, um homem que sabe javanêsque portento!\”

os chefes da seção levaram-me aos oficiais e amanuenses e houve um destes que me olhou mais com ódio do que com inveja ou admiração. e todos diziam: \”então sabe javanês? é difícil? não há quem o saiba aqui!\”

o tal amanuense, que me olhou com ódio, acudiu então: \”é verdade, mas eu sei canaque. o senhor sabe?\” disse-lhe que não e fui à presença do ministro.

a alta autoridade levantou-se, pôs as mãos às cadeiras, consertou o pince-nez no nariz e perguntou: \”então, sabe javanês?\” respondi-lhe que sim; e, à sua pergunta onde o tinha aprendido, contei-lhe a história do tal pai javanês. \”bem, disse-me o ministro \”o senhor não deve ir para a diplomacia; o seu físico não se prestao bom seria um consulado na ásia ou oceania. por ora, não há vaga, mas vou fazer uma reforma e o senhor entrará. de hoje em diante, porém, fica adido ao meu ministério e quero que, para o ano, parta para bâle, onde vai representar o brasil no congresso de lingüística. estude, leia o hove-iacque, o max müller, e outros!\”

imagina tu que eu até aí nada sabia de javanês, mas estava empregado e iria representar o brasil em um congresso de sábios.
….