i loved you once in silence…

cameloto castelo de camelot, em Idílios do rei, Gustave Doré (1866)

segundo a lenda, camelot foi um castelo em uma terra encantada, onde habitavam o rei arthur e seus cavaleiros da távola redonda. arthur era invencível, pois tinha a seu lado, além dos intrépidos cavaleiros, o mago merlin que o auxiliava na administração do reino. camelot se tornou, desde então, um ideal de bravura, justeza e virtude.

tanta felicidade assim, certamente que despertou a inveja e a cobiça de alguns, mas todos os que tentaram subtrair camelot de seu rei foram derrotados. um certo dia, passando pelo castelo, o cavaleiro francês lancelot du lac mostrou-se um valoroso guerreiro, derrotando, um a um, os cavaleiros da távola, logo juntando-se a eles para derrotar os inimigos do rei. arthur tornou-se tão grato a lancelot que o indicou como cavaleiro do reino, dando-lhe o título de sir, e como protetor de guenevére, a rainha. lógico que o relacionamento mais próximo de arthur e guenevére com sir lancelot se tornou motivo de ciúmes por parte dos demais cavaleiros da távola. e essa mesma proximidade de guenevére e lancelot fez com que os dois tombassem diante de um sentimento maior que surgiu entre eles.

na peça de teatro intitulada camelot (1960), escrita por alan jay lerner e frederic loewe, a revelação do sentimento entre guenevére e lancelot se faz completa durante a música i loved you once in silence. o que se ouve é que ambos se mostram surpresos e aliviados pela descoberta da atração mútua e, ao mesmo tempo, angustiados pela devoção, também mútua, que ambos têm por arthur.

no vídeo abaixo, a atriz jennifer hope, interpretando guenevére, e o ator chris leidenfrost, no papel de sir lancelot du lac, representam a parte do segundo ato da peça em que ocorre tal revelação cercada pela angústia…

i loved you once in silence
and misery was all i knew,
trying so to keep my love from showing,
all the while not knowing you loved me too…

yes, you loved me in lonesome silence,
your heart filled with dark despair,
knowing love would flame in you forever
and i’d never, never know the flame was there…

then, one day, we cast away our secret longing,
the raging tide we held inside would hold no more…

the silence at last was broken,
we flung wide our prison door,
every joyous word of love was spoken
and now there’s twice as much grief,
twice the strain for us,
twice the despair,
twice the pain for us,
as we had known before…

(Alan Jay Lerner & Frederic Loewe)

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