guitarra…

punhal de prata já eras,
punhal de prata!
nem foste tu que fizeste
a minha mão insensata.

vi-te brilhar entre as pedras,
punhal de prata!
– no cabo, flores abertas,
a gume, a medida exata,

exata, a medida certa,
punhal de prata,
para atravessar-me o peito
com uma letra e uma data.

a maior pena que eu tenho,
punhal de prata,
não é de me ver morrendo,
mas de saber quem me mata.

(Cecília Meirelles)

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