a pátria…

longe de ti, se escuto, porventura,
teu nome, que uma boca indiferente
entre outros nomes de mulher murmura,
sobe-me o pranto aos olhos, de repente…

tal aquele, que, mísero, a tortura
sofre de amargo exílio, e tristemente
a linguagem natal, maviosa e pura,
ouve falada por estranha gente.

porque teu nome é para mim o nome
de uma pátria distante e idolatrada,
cuja saudade ardente me consome:

e ouvi-lo é ver a eterna primavera
e a eterna luz da terra abençoada,
onde, entre flores, teu amor me espera.

(Olavo Bilac)

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