encore, ghiaroni…

Mineirinha

Mineirinha, que saudade!
Que vontade de esquecer
misturada a uma vontade de fugir
desta cidade e ir a Minas pra te ver!

Correr a Minas agora!
Ir concertar o que errei!
Eu penso que em uma hora
vou do Rio a Juiz de Fora
e em meia, a São João d’El Rey!

Mas foi o adeus derradeiro
aquele de manhãzinha.
Hoje aqui sou estrangeiro,
eu que já estava mineiro
por amor da Mineirinha.

Por te amar de tal maneira,
que esta saudade é demais.
Saudade mais altaneira
que a serra da Mantiqueira,
maior que Minas Gerais!

Não vou mais à tua terra
nem à minha vais voltar.
A mesma dor nos aferra:
eu com saudade da serra,
tu com saudade do mar!

Minha paixão foi tamanha,
que o meu ciúme fez dano,
e a sorte tornou-se estranha.
Não podes dar-me a montanha,
não posso dar-te o oceano!

Perdoa as minhas loucuras
nascidas do coração,
se eu te causei amarguras,
se eu disse palavras duras,
se eu esmaguei tua mão.

Se a grande culpa foi minha,
o meu castigo é sem fim.
Quando voar a andorinha,
Mineirinha, Mineirinha,
faz de conta… e pensa em mim!

(Guioseppe Artidoro Ghiaroni)

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