j.g. de araújo jorge – v
Não tens culpa…
Não tens culpa
se este amor nasceu como uma planta humilde
e ignorada,
que ninguém plantou, mas que vive e que cresce,
e afinal em meu peito criou fundas raízes
e todo em flores azuis de sonho se enfloresce…
Não tens culpa de nada… Que culpa terás se meus olhos
nunca mais te esqueceram
assim tristes como estão,
e se encontrando desprevenido o pensamento, entraste
e chegaste ao coração?
Culpemos o Destino, ou ninguém.’.. E para que falar em culpa
se de nada estamos certos,
se serás sonho apenas,
sonho de olhos abertos,
fora do alcance da mão?…
(J.G. de Araújo Jorge)