chegou a vez de falar de um novo poeta de cymru, região situada a sudoeste do reino unido também conhecida como país de gales. dafydd john pritchard e a poesia galêsa me foram apresentados recentemente e voces verão algumas destas novas descobertas em breve. pritchard foi criado em nant peris, arfon, e é poeta conhecido em seu país. o poema e a tradução seguem abaixo.
Y gantores jazz
Mae teid sy’n llawn o seidar,
a sŵn y byd sy’n y bar;
criwiau unnos yn cronni
a’u gwg rhwng y mwg a mi,
criwiau byddar llawn siarad
yn mynnu iaith i’w mwynhad.
Ond o’r llwyfan bychan bach
daw alaw sy’n dawelach
na stŵr y siarad cwrw,
daw ’na iaith i’w datod nhw.
Anadl o iaith, a merch dlos
drwy’r mwg a’r drymiau agos
yn un syndod o nodau’n
gwaedu cân â’i llygaid cau.
Mae’i gwallt yn hir gan hiraeth,
nodau’r hwyr yn don ar draeth,
a gwedd wen ei gwddw hi
yn dristwch ewyn drosti;
sŵn graean lond ei chanu
a marw dau’n y môr du.
I mi, er hyn, y mae’r haf
dan haul y nodyn olaf.
(Dafydd John Pritchard)
the jazz singers
a tide brimming with cider
noise of the world nestles in the bar
one-night crowds gathering
their frowns twixt the smoke and i
deaf crowds full of talk
insisting a language to their pleasure.
but from the tiny stage
comes a melody that’s quieter
than the braying of the beer crew,
comes a language to unravel them.
a breath of language, a pretty girl
through the smoke and the drums
one wonder of notes
bleeding song with eyes closed.
her hair is long with longing,
notes are waves on the sand,
the pale yoke of her throat
a sad foam over her;
gravel sound fills her song
of two deaths in the black sea.
to me, despite this, the summer
lies beneath the sun of her song.
je suis comme le roi d’un pays pluvieux,
riche, mais impuissant, jeune et pourtant très vieux,
qui, de ses précepteurs méprisant les courbettes,
s’ennuie avec ses chiens comme avec d’autres bêtes.
rien ne peut l’égayer, ni gibier, ni faucon,
ni son peuple mourant en face du balcon.
du bouffon favori la grotesque ballade
ne distrait plus le front de ce cruel malade ;
son lit fleurdelisé se transforme en tombeau,
et les dames d’atour, pour qui tout prince est beau,
ne savent plus trouver d’impudique toilette
pour tirer un souris de ce jeune squelette.
le savant qui lui fait de l’or n’a jamais pu
de son être extirper l’élément corrompu,
et dans ces bains de sang qui des romains nous viennent,
et dont sur leurs vieux jours les puissants se souviennent,
il n’a su réchauffer ce cadavre hébété
où coule au lieu de sang l’eau verte du léthé.
first blessing always remember to forget
the things that made you sad.
but never forget to remember
the things that made you glad.
always remember to forget
the friends that proved untrue.
but never forget to remember
those that have stuck by you.
always remember to forget
the troubles that passed away.
but never forget to remember
the blessings that come each day.
second blessing may your neighbors respect you,
trouble neglect you,
the angels protect you,
and heaven accept you.
third blessing may you always have work for your hands to do.
may your pockets hold always a coin or two.
may the sun shine bright on your windowpane.
may the rainbow be certain to follow each rain.
may the hand of a friend always be near you.
and may God fill your heart with gladness to cheer you.
nos prendemos à literatura ocidental e perdemos muito do que a literatura oriental nos tem a oferecer. foi a garimpar a internet que eu achei kedarnath singh, poeta considerado dos mais importantes da poesia hindu contemporânea, segundo arundhathi subramaniam, ela mesma uma poeta das mais conhecidas na india.
sing nasceu em chakia, uttar pradesh, no distrito de ballia, norte da india, no ano de 1934. estudou na benaras hindu university onde ele recebeu dois altos títulos acadêmicos. foi professor em universidades da india e se aposentou em 1999. publicou sete livros de poesia e vários em prosa. sua linguagem tenta traduzir uma dimensão indiana, embora moderna. a tradução a seguir é de alok bhalla.
come when you find the time come
when you find the time.
come
even if you can’t find the time.
come
like the strength
in hands,
like blood
flowing through arteries.
come
like the slow silent
flames
in stoves.
come.
come
like the fresh thorns
in babul trees
after the rains.
aqueles que apreciam uma boa leitura … nã-nã-não!… aqueles que são fissurados em uma boa leitura…. melhor… aqueles trocam o seu reino por um bom livro irão se deliciar com o skoob, um sítio em que o cidadão pode se cadastrar e, assim, verificar como andam as opiniões sobre livros que deseja ler (se isto influenciar muito, não é?), identificar pessoas com preferências literárias parecidas com as suas e com elas trocar idéias, cadastrar livros que leu, ou, se for o caso, selecioná-los de uma lista disponível no próprio sítio, discutir novos lançamentos, etc.. enfim, uma rede literária, nos moldes das redes sociais do tipo orkut, facebook e outras, mas voltadas para a leitura.
o skoob (os mais atentos terão enxergado a palavra books escrita de trás para frente) é uma rede criada por um brasileiro que usou seu cérebro para aproximar as pessoas e não para usar de subterfúgios para enganá-las. no blog, voces encontrarão diversas referências a reportagens eletrônicas que já saíram com a divulgação dos detalhes da criação do sítio.
bom, eu já estou por lá… ainda não registrei todos os meus livros, mas em breve arranjarei algum tempo para fazê-lo. aguardo a sua visita.
agenor de oliveira nasceu no rio de janeiro, em out/1908, no bairro do catete. sua infância, ele a passou nas laranjeiras, mas a vida dura obrigou a família numerosa a se mudar para o morro da mangueira, uma das primeiras estações de trens da estrada de ferro central do brasil. agenor ficou mais conhecido na música como cartola, dono de sambas inesquecíveis e antológicos. cartola fundou, no início dos anos 20, o o bloco dos arengueiros, o qual, em 1928, deu origem à atual Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira e só por este fato ele já se tornaria lendário. mas cartola não parou por aí. compositor de alma simples, porém de riquezas musical e melódica impressionantes, deixou-nos vários sambas que se perpetuam pela grandiosidade dos versos, logo ele, semi-analfabeto. suas músicas foram compostas com outros bambas do samba. suas músicas possuem um ritmo menos cadenciado, como o blues se destacou do jazz.
agenor namorou zica e o tempo encarregou-se de separá-los. casou com outra mulher que veio a falecer. ele, então, reencontrou d.zica, com quem viveu até sua morte, em nov/1980. neste samba, ele explica que teve um grande amor, mas que ele não diminuiu o amor que sentia por ela.
tive, sim,
outro grande amor antes do teu,
tive sim,
o que ela sonhava eram os meus sonhos
e assim íamos vivendo em paz…
nosso lar,
em nosso lar sempre houve alegria,
eu vivia tão contente,
como contente ao teu lado estou…
tive, sim,
mas comparar com teu amor
seria o fim
e vou calar,
pois não pretendo, amor,
te magoar…
pois não pretendo, amor,
te magoar…
percebo, num misto de alegria e tristeza, que os amigos, os de sempre, continuam vindo a este blog. alguns deixam recados, outros não. a alegria fica por conta das visitas constantes. já a tristeza é ter que decepcioná-los pela paralisação do blog.
eu agradeço a todos a atenção. não tenho tido tempo para publicar e até penso em abandonar de vez as publicações. primeiro, porque tenho estado muito ocupado (deveria, na verdade, dizer “o-cuLpado”). segundo, porque precisei dar um tempo para ver que rumos o blog deverá tomar, se é que tomará algum. terceiro, porque o destino reservou alguns reveses e perdas pessoais para o final de 2008 e início de 2009, o que realmente me deixou um pouco desmotivado para qualquer outro sentimento que não fosse de pesar. e isto, absolutamente, eu não quero passar para os meus leitores amigos.
assim, agradeço novamente aos que aqui ainda aportam. não os esqueço, saibam. esperemos por dias melhores que me farão voltar naturalmente (percebo em mim algo neste sentido). portanto, até breve.
NOTA: decidi republicar alguns posts, dado que recebi uma quase intimação de ssrj para tal. espero que apreciem e entendam.